22 de nov de 2010

MULHER e Atividade Física.


Se você está iniciando esta leitura e é uma mulher sabe, com raras exceções, que a sociedade não prepara o sexo feminino para a prática de exercícios. As meninas, geralmente, não são encorajadas a correr, brincar ao ar livre, muito menos praticar esportes, como os meninos. Este comportamento foi criado ao longo da história e podemos citar registros na Grécia antiga, onde as mulheres sequer podiam assistir aos jogos olímpicos. Exemplos mais recentes datam início do século XX, onde a “verdadeira” feminilidade estava atrelada a imagem de uma mulher gentil, meiga e fisicamente frágil. Felizmente mudanças são verificadas e grande parte da sociedade valoriza a mulher fisicamente ativa, como uma mulher moderna, ressaltando características de personalidade como garra, perseverança e determinação.
Vários são os benefícios as praticantes de atividade física, dos quais podemos citar: alívio nos sintomas pré-menstruais, redução da pressão arterial, diminuição da incidência de AVC, diabetes, prevenção da osteoporose, aumento da auto-estima, melhora do sono, aumento da disposição, diminuição do estresse e ansiedade. A sociedade brasileira de medicina esportiva elege como ideal um programa que reúne exercícios de força e aeróbico (30 a 90 minutos) na maior quantidade de dias possíveis, deixando de lado o “mito” dos três dias na semana. Caso não seja viável, cuidar do jardim, subir escadas, realizar atividades domésticas, dançar, pode melhorar a qualidade de vida. Os estudos também mostram que homens e mulheres respondem igualmente aos estímulos do treinamento e que as fases do ciclo menstrual não interferem no desempenho, mesmo havendo divergências.
A exigência de se atingir o corpo “ideal” – magro e firme – tem levado muitas adolescentes e mulheres a busca sem limites de um percentual de gordura extremamente baixo, aumentando o risco de lesões músculo-esqueléticas e depressão. A tríade da mulher atleta é uma síndrome oriunda desse comportamento e se apresenta através de distúrbios alimentares (bulimia, anorexia, entre outras), ausência de menstruação e osteoporose, levando-nos a refletir como é tênue a linha que divide o que é saudável e o que é prejudicial à saúde.
A atividade física regular é um importante fator de promoção e manutenção da saúde e é recomendada a mulheres de todas as idades e situações, inclusive na gestação e pós-parto. Na verdade, se você conhece uma mulher fisicamente ativa, seja sua mãe, esposa, irmã, vizinha (ou você mesma), não perca a oportunidade de PARABENIZÁ-LA. Com o acúmulo de tarefas que recaem sobre a mulher, praticar qualquer atividade física parece ser uma missão quase impossível, superável apenas pela forca de vontade de verdadeiras guerreiras.

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