29 de mai de 2012

As ACADEMIAS lhe aguardam: agora só falta você!

Se no passado, o maior risco para as pessoas se encontrava nos vírus e/ou bactérias, hoje, esse está mais ligado à adoção de estilos de vida inadequados. Falta de atividade física, alimentação a base de fast-foods, comidas industrializadas, grande consumo de bebidas alcoólicas, fumo e sobrecarga de trabalho são vistos como normais e são adotados por uma crescente parcela da população, que foca seus esforços no acúmulo de capital e na possibilidade de ascensão social que o dinheiro permite. Em contrapartida, ganha força um estilo de vida mais relax e que valoriza as coisas simples da vida, como pedalar, brincar com os filhos, nadar, correr, namorar, rir mais, contemplar a natureza. Uma vida baseada no conceito wellness, que numa tradução reducionista, podemos chamar de bem-estar.
Atento a esta tendência o mercado de academias se esforça para adaptar seus espaços, oferecer uma gama maior de atividades e atender bem esse novo público. Se você está acima do peso, ou é idoso, jovem, homem de média idade, se praticou uma atividade física há décadas e nem lembra mais que sensação proporciona, ou nunca levantou uma “barra de sabão”, não importa, as academias lhes aguardam.
Por muito tempo, as academias foram lugar quase exclusivo de pessoas que buscavam melhoras estéticas e de atletas que desejavam melhora de desempenho. Neste período ocorreu uma forte disseminação do conceito de “fitness”, onde a melhora do condicionamento físico e resultados como emagrecimento e aumento de massa muscular, foram valorizados em demasia. Segundo o mestre em educação física pela USP, Fábio Saba, “este conceito ainda presente e enraizado na maioria dos estabelecimentos continua aumentando a desistência e promovendo a grande rotatividade nas academias”. A necessidade de afirmação das academias como um negócio lucrativo, provavelmente, foi mola propulsora desta mudança, objetivando a manutenção de clientes num mercado exigente e cada vez mais competitivo, mas o que realmente importa é abertura que isso possibilitou.
Nesse contexto, a estética não é negligenciada, mas a saúde se sobrepõe aos exageros, respeitando-se os limites físicos e psicológicos dos indivíduos. Os próprios profissionais têm se adaptado e assumido uma postura diferente. Segundo o personal trainer Tony Aguiar, “o educador físico atual, que preza pelo bem-estar e mudanças comportamentais efetivas de seus clientes, deve conscientizá-los frente a questões como excesso de treino, risco do uso de anabolizantes, uso indiscriminado de suplementos esportivos e da importância de incorporação de hábitos alimentares equilibrados”. Reforçando a idéia, Raphael Fragoso, coordenador da R2, diz: “chegamos a vivenciar um período em que pessoas acima do peso e idosos desejavam iniciar um treinamento, mas antes de pisarem em uma academia desistiam por achar que aqueles espaços eram totalmente povoados por corpos perfeitos. Aos poucos isso foi mudando, o que gerou oportunidades para todos”.
Pós-graduações em prescrição de atividade física para grupos especiais e outras mais específicas como wellness: aplicação do exercício para o bem-estar físico e mental; são oferecidos aos profissionais que buscam maior aprofundamento.
Das academias adaptadas a esta realidade podemos citar a academia R2, situada em Recife, que recentemente adotou o lema: “bonito é ser saudável”, e investiu em espaços alternativos como SPA Relax, com sauna e salas de massagem, além de um lounge para maior conforto dos alunos. A realização de eventos outdoor é outra prática constante da academia, proporcionando uma maior integração e contato dos clientes com a natureza. Segundo Rodrigo Longman, um dos sócios da R2 “o foco na saúde e bem-estar é uma obrigação em nosso ramo de atividade. O investimento em instalações e serviços com esse objetivo é o que se torna um diferencial no negócio”. Outro exemplo é a Supère, inaugurada no final do ano passado, que além de atividades físicas variadas oferece espaço para artes plásticas, argila d’água, equipamentos especiais para deficientes físicos. Detalhe: as cores do teto mudam baseadas na cromoterapia, conceito onde as cores são usadas como terapia alternativa para restaurar o equilíbrio físico-energético em áreas do corpo humano. 
Os espaços de atividade física nunca estiveram tão preparados para acolher os clientes, mas a adesão a estilo de vida ainda parte do compromisso que devemos assumir por nós mesmos. Que tal recusar as tentações e se submeter a uma nova experiência com atividade física? Só depende de você. Venha se tornar uma pessoa “wellness”.


Matéria do personal da MAIS Atividade Física Anderson Santos, publicada na Revista MENSCH.

21 de mai de 2012

EVOLUA com MAIS Atividade Física!


   Se até hoje você acredita que somos muito diferentes dos nossos ancestrais da idade da pedra esta equivocado. Pelo menos no que diz respeito ao metabolismo, nos últimos 50.000 anos, praticamente nada se modificou. Em nosso processo evolutivo ocorreu um aumento gradativo da atividade física, já que  por um longo período da história, a busca por alimento foi uma tarefa que exigiu grandes gastos calóricos. Neste período nossos ancestrais passavam grandes intervalos sem alimento, o que nos tornou eficientes poupadores de energia. Este fato foi essencial para sobrevivência da espécie, pois poupar energia possibilitava usá-la na atividade física (caçar, nadar, pescar, fugir), além de nos manter vivo pelo maior tempo possível, em períodos de escassez.
      O último século aumentou a demanda de alimento para níveis nunca imagináveis (inclua ai os fast-food), enquanto diminuiu drasticamente o nosso nível de atividade física. Tudo mudou, e mudou muito rapidamente! Resultado: fez desandar a programação estabelecida por nossa natureza! Podemos dizer que a nossa evolução como sociedade causou uma "involução". Se antes ser ativo era essencial para nossa sobrevivência, agora - teoricamente - não faria diferença levar uma vida sedentária, com muito mais conforto e mordomias, correto? O problema é que a resposta é NÃOAcredite! Você nasceu para realizar esforços físicos. Isso é um fato comprovado pela ciência e até que provem o contrário, não podemos fugir dele.
      Em algum momento de nossa história recente algo se perdeu, os conceitos se misturaram e uma parte da sociedade ( principalmente a mais rica) passou a enxergar a atividade física com uma relativa aversão, provavelmente, por exercícios físicos remeterem a imagem de esforços manuais executados por escravos e populações menos favorecidas. Alguns estudiosos atribuem a esse fato ao preconceito presente até hoje que tenta separar pessoas "inteligentes" das que praticam alguma atividade física, como se esse fosse um determinante para tal classificação.
     Se você já foi chamado de chato porque escolheu adotar um estilo de vida ativo e mais saudável, entenderá bem do que estamos falando. Na verdade, ao fazer esta escolha VOCÊ deveria receber PARABÉNS, pois todos tem empecilhos que tentam nos afastar desta meta. Devemos encarar a atividade física como algo que deve fazer parte do nosso dia-a-dia e não como algo "extraordinário", como muitos costumam rotular. Se você ainda vive no sedentarismo, sempre há tempo, mexa-se e NÃO espere que a SUA programação genética venha lhe cobrar pelos anos de INATIVIDADE. EVOLUA, pratique MAIS Atividade Física.

Assista o vídeo abaixo e seja o próximo a se libertar!


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14 de mai de 2012

Intervalo na MUSCULAÇÃO: use-o a seu favor!


São inúmeras as variáveis que compõem o treinamento de musculação. Intensidade, volume, frequência, velocidade de contração, ordem de exercícios e intervalo de recuperação entre as séries são algumas delas. Todas essas influenciam no resultado final da sessão e os bons treinadores as manipulam com o intuito de alcançar o objetivo proposto. Neste texto, daremos ênfase a uma das mais importantes destas variáveis, por vezes negligenciada durante os treinamentos; o intervalo de recuperação entre as séries e exercícios.
O intervalo entre séries e exercícios é extremamente importante na construção de um programa de treinamento com qualidade, possuindo influência direta nas mudanças fisiológicas e nos resultados do praticante. O intervalo escolhido repercutirá nas respostas durante os exercícios, entre as séries e nas respostas tardias para aumento de força e hipertrofia muscular, incidindo sobre algumas repostas hormonais.
Didaticamente podemos dividi-los em dois tipos: um intervalo curto que varia de 30 a 60 segundos e o intervalo longo, de 120 a 180 segundos.
O intervalo curto - Treinos com este tipo de intervalo levam o praticante a produzir e acumular uma maior quantidade de ácido lático, que é responsável por aquele “queimor” durante o exercício. Estudos científicos recentes demonstraram que treinos com intervalos curtos aumentam a produção aguda da Testosterona e do Hormônio do Crescimento (GH), ambos são hormônios anabólicos, que além de aperfeiçoarem a utilização da gordura como fonte de energia, aumentam a absorção de aminoácidos e a síntese de proteínas.
O intervalo longo – Este é mais adequado aos treinos onde utilizamos uma maior quantidade de cargas. São mais eficientes para o aumento da força, propriamente dita, mas também são bons para o aumento de massa muscular. Geralmente, levam à micro lesões musculares, que são sentidas no pós-exercício e são importantes para o anabolismo muscular. Durante as séries faz-se necessário um maior intervalo de recuperação, pois os sistemas neurais e energéticos são altamente requeridos nas execuções. Assim, a utilização de intervalos maiores diminuirá a fadiga e permitirá que você desenvolva um nível adequado de força.
Não existe um tipo de intervalo melhor que o outro, existe o momento adequado para a utilização de ambos. Cabe ao bom profissional conhecer o seu aluno, seus objetivos, suas capacidades, limitações, o nível de treinabilidade e perceber o momento que este se encontra, para prescrever e traçar um plano de treino que utilize o melhor dos diferentes estímulos. Tal planejamento pode incluir diferentes intervalos até mesmo numa única sessão de treino a depender da linha de prescrição do profissional.
Agora que você conhece um pouco mais sobre esta importante variável do treinamento, passe a respeitá-lo. Converse com seu professor a respeito de outras dúvidas sobre o tema, pois ele influenciará diretamente nos seus resultados. Não deixe que as conversas com amigos, o recebimento de ligações no meio do treino ou o uso de aplicativos para smartphones e outros descuidos atrapalhem o tempo que foi determinado para sua recuperação. Perceba que as pessoas mais treinadas são aquelas mais focadas e siga esses exemplosUm ótimo treino!



Texto por Públio Gomes, com colaboração de Anderson Santos, personais da MAIS Atividade Física.